Gadamer e o pre-conceito

Gadamer e o pre-conceito

di Mayra Figueiredo Frison

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A obra Verdade e Método, peça filosófica que dá fundamentos a uma hermenêutica filosófica, foi produzida por Hans-Georg Gadamer1. Publicada primeiramente em 1960, ela se firma nos debates sobre a crise das idéias de consciência e de representação mental do mundo, sendo sucessora da mesma tradição filosófica que ultrapassou os impasses do solipsismo cartesiano para além do transcendentalismo de maturidade. Seu autor por ter lecionado por mais de dez anos na Universidade de Heidelberg várias disciplinas filosóficas sobre os clássicos e a história, reformulou um atalho que, remotamente, foi das chamadas ciências do espírito, inaugurada no dualismo racionalista de Immanuel Kant (1724-1804); atravessou a hermenêutica de Friedrich Schleiermacher (1768-1834); e, a partir daí, cursou os caminhos da filosofia do espírito de G.W.F. Hegel (1770-1831); do historicismo de Wilhelm Dilthey (1833-1911); das meditações neocartesianas de Edmund Husserl (1859-1938); da fenomenologia do saber de Max Scheler (1874-1928); adotou a tônica weberiana do existencialismo de Karl Jaspers (1883-1969); e por fim chegou até a investida ontológica de Martin Heidegger (1889-1976)2.

Hans-Gerog Gadamer é considerado uma figura categórica no desenvolvimento da hermenêutica no século XX. Influenciado pela filosofia de Martin Heidegger, ele demonstrou em sua obra a natureza da compreensão humana, e que a linguagem passa a ser vista, após a virada linguística, como elemento para a concepção do individuo no mundo, de forma a ser observada como processo de aprendizagem intersubjetivo.

De forma breve e resumidamente, o argumento central de Verdade e Método demanda que o problema da compreensão hermenêutica arraiga na faticidade do ‘dasein’ — isto é, habita no mundo da vida — e, portanto, antecede ao solilóquio de uma consciência pura concentrada. Nesse sentido, ao contrário do que disseram todas as modernas filosofias da consciência (entenda-se: Descartes, Kant, Hegel, Dilthey, Husserl), os ânimos cognitivos que fundamentam a inteligência compreensiva franqueiam a exigência de uma incursão teorética de natureza epistemológica para repousar na própria experiência mundana, ou se o leitor preferir: na realidade histórica, na experiência, no tempo, na tradição3.

De forma simplificada, a hermenêutica gadameriana renuncia a pretensão de verdade contida no método científico porque entende que a consciência subjetiva não é o fiat inaugural da empresa cognoscente.

Ou seja, não existe um raciocínio absoluto ou uma razão transcendental que, instalados como princípios primeiros da inteligibilidade do mundo, ou declare “penso, logo existo”.

Para Gadamer, essas atitudes teóricas4 são precárias como fundamentos da inteligência compreensiva, pois, na medida em que ignoram a historicidade da consciência e (pior ainda) desconhecem o caráter histórico das suas próprias incursões epistêmicas, acabam gerando uma fuga metafísica que imagina ser capaz de se privar dos apelos da realidade e da tradição, extirpando a consciência do mundo.

Para além do historicismo com seus problemas de métodos, a consciência hermenêutica entende-se exatamente como aquela que se sabe enraizada na mobilidade da realidade temporal. E, sendo assim, ao invés de transformar tal autoconsciência da sua transitoriedade e do seu próprio engajamento em obstáculos que interditam o reconhecimento da realidade histórica, percebe que é exatamente aí onde se encontram todas as condições de possibilidade para a compreensão do passado5.

Seus ‘pré-conceitos’, logo, são intelectualmente vitoriosos. Eles constroem, compõem e lançam a consciência no mundo. “Uma hermenêutica filosófica, escreveu o autor, haverá de concluir que o compreender só é possível quando aquele que compreende coloca em jogo seus próprios preconceitos. A contribuição produtiva do interprete é parte inalienável do próprio sentido de compreender”6.

 

  1. O preconceito em Gadamer

Você tem preconceitos? Essa é uma pergunta sobre a qual cabe uma densa reflexão.

O pensamento acerca do preconceito é o que nos traz a uma análise na ótica de Gadamer. Muitos, porém, têm uma visão em sentido negativo sobre o que venha ser preconceito, e isso pode vir a interferir quando somos indagados sobre tal concepção. Vemos, em nossos dias, que quaisquer formas de preconceitos, sejam eles religiosos, étnicos, raciais, sociais, econômicos etc., são considerados crimes, e quando praticados, implicam penalidade.

Ao analisarmos o que Gadamer entende por preconceito, poderemos ter uma visão mais ampla nesse sentido.

Gadamer reavalia o conceito de “preconceito”, entendendo como pré-conceitos as ideias que forjam nossa pré-compreensão, as quais continuamente subjazem à prova da experiência de cada um.

Dar crédito ao que seja negativo ou positivo dentro do preconceito é próprio de cada individuo, mas não podemos afirmar que ele seja em si negativo nem tampouco positivo; dependerá do sujeito que faz tal ‘pre-juízo’.

A palavra preconceito tem uma trama etimológica com a palavra prejuízo. “Préjudice, como praejudicium, também significa, assim, simplesmente limitação, desvantagem, dano, prejuízo”.

Mas este caráter negativo é apenas uma consequência. É justamente a validade positiva, o valor prejudicial da decisão precedente – como, justamente, de um “precedente” – que fundamenta a consequência negativa7.

A noção de preconceito sofreu grande influência negativa por parte do iluminismo, que viu nele um empecilho para a razão, cuja função é a busca pela verdade, a libertação do homem, passagem da menoridade para sua maioridade.

Naquele momento, o iluminismo se preocupava tão somente com o que o homem poderia determinar a partir se sua capacidade intelectiva. O progresso estava nas mãos do sujeito, e para que ele o alcançasse seria necessário rescindir com quaisquer tipos de ideias, dogmas, conhecimentos infundados; partirem do “nada” seria o caminho.

Deste modo, o ideal da Aufklärung8 é liberar os homens dos grilhões da menoridade, onde não seriam livres. Entrar na maioridade, onde somente a razão governa soberana, é dever de todos os indivíduos. Logo, o que notamos no Iluminismo “é o preconceito contra o preconceito em geral, e com isso, a despotização da tradição”9. É apenas a partir da Aufklärung que o conceito de preconceito se tornou pejorativo10. Segundo Gadamer, preconceito é apenas um juízo prévio que é formado antes da formulação definitiva, é uma pré-compreensão. O que autor de Verdade e método adverte é que há uma transposição de culpa, ou seja, preconceito está, para a Aufklärung, diretamente ligado à autoridade religiosa, remontando a um juízo não fundamentado na razão, mas que possui pretensão de verdade.

Nas palavras de Gadamer:

O termo alemão Vorurteil – assim como o termo francês préjugé, mas de modo mais pregnante – parece ter sido restringido, pela Aufklärung e sua crítica religiosa, ao significado de “juízo não fundamentado”. É só a fundamentação, a garantia do método (e não o encontro com a coisa como tal), que confere ao juízo sua dignidade11.

Ao espalhar a imagem de preconceito, os iluministas buscaram dissipar também a religião cristã, cuja função é garantir e fazer valer o Magistério eclesial, a Sagrada Escritura e a Tradição; tudo isso constituía, para os iluministas, um obstáculo para o progresso técnico-científico, pois não baseados na razão impediam o avanço humano em relação ao fazer. A deusa razão, ante a Igreja, encontrava seu maior obstáculo; “A crítica iluminista da religião acoplou ao conceito de preconceito o significado de ‘juízo infundado12’”.

Portanto para Gadamer, a crítica do Iluminismo é direcionada a tradição religiosa do Cristianismo e a Sagrada Escritura, mas, por conseqüência, acaba por negar toda e qualquer autoridade ou tradição. Para o autor, o fato diferencial da Aufklärung moderna “é que ela se impõe frente a Sagrada Escritura e sua interpretação dogmática13” . A Sagrada Escritura, assim como qualquer outro texto ou informação histórica, não são autoridades e, conseqüentemente, não podem valer por si mesmas. Antes, “a possibilidade de que a tradição seja verdade depende da credibilidade que a razão lhe concede. O que está escrito não precisa ser verdade: Nós podemos sabê-lo melhor14”, diz o Iluminismo.

A Aufklärung se preocupava, portanto, em não aceitar nenhuma espécie de preconceito, ou verdade pré-estabelecida, dogmática. Outra preocupação para os iluministas era o estabelecimento de um método que poderia garantir a verdade (certeza) do objeto perscrutado. Método, etimologicamente falando, é caminho. Caminho que uma vez comprovado pode ser (re) feito por qualquer outro sujeito que obterá os mesmos resultados, independente das contingências existências. A intersubjetividade dos resultados é garantida.

Assim, o método é um instrumento, um processo do tipo técnico. Em última apreciação, método é um caminho “mecânico” que pode ser feito e refeito através do uso de regras estabelecidas. Deste modo, segundo a Aufklärung, é possível alcançar a certeza indubitável. Portanto, diz o autor de Verdade e método que “a certeza científica sempre tem uma feição cartesiana. É o resultado de uma metodologia crítica, que procura deixar valer somente o que for indubitável15”.

Deste modo, “um uso metodológico e disciplinado da razão é suficiente para nos proteger de qualquer erro16”. A analogia entre razão e autoridade/tradição, no Iluminismo, é sinônimo de conflito, sendo que a primeira deve excluir a segunda17. A razão deve revogar todos os preconceitos, ou, como nas palavras de M. Oliveira, “um pré-conceito básico do Iluminismo é o de que a subjetividade do conhecimento só é alcançável pela superação da situacionalidade própria à subjetividade que compreende”18.

O sujeito da Aufklärung não é histórico, marcado densamente pela sua historicidade. Antes, é a razão, senhora soberana, que dará valor ao sujeito e aquilo que ele conhece. O caráter de comando de algo é também dado por ela (razão), apenas o que é construído em seu interior, ou através do método, possui certeza irrefragável. Conseqüentemente, a autoridade da tradição passa longe de auferir o valor que lhe cabe.

É aqui que começa a tarefa de Gadamer, a saber, demonstrando que o ser, do eis-aí-ser, é uma mediação entre passado e presente se dirigindo ao futuro19. “A história”, diz Gadamer, “é, realmente, uma fonte de verdade distinta da razão teórica20”. É por este pretexto que nosso autor alça sua hermenêutica ao patamar filosófico, formando, por conseguinte, um caminho alternativo para o autentico encontro com a verdade.

Há “uma hermenêutica porque o homem é hermenêutico, isto é, finito e histórico, e isso marca o todo da experiência de mundo21”. Assim, tendo em vista que não é a história que nos pertence, mas nós que pertencemos à história, é preciso uma reabilitação dos preconceitos que desde sempre nos determinam e, por conseguinte, uma reabilitação da autoridade da tradição. Esta tradição, juntamente com o presente, abre o horizonte do futuro22.

Segundo Gadamer, é impossível estarmos isentos de quaisquer preconceitos diante da nossa capacidade de reflexão; são também eles (os preconceitos) que nos incentivam a ir ao encontro do que seja verdadeiro. Não longe disso, a falta de fundamentação poderia acarretar num descrédito daquilo a que se faz menção.

A Aufklärung quis fundamentar tudo na razão, e fez dela um método para alcançar seus ideais, contudo se esqueceu de que não se pode fazer uma investigação partindo do zero, sem noções que sejam prévias. Quando se busca algo, é pelo fato de se ter sido impulsionado anteriormente.

O preconceitocomo caminho para o conhecimento, tem sua validade e utilidade, mas não se trata de tê-lo ou não. É, antes de mais, uma posição que tomamos ante o que se nos apresenta, podendo declarar um juízo positivo ou negativo.  Já não é mais possível ficar apático quanto ao preconceito. Sua parcela representa muito em nossos atos e em nosso jeito de ver o mundo. Cabe a nós fazermos dele bom uso, seja nos âmbitos religiosos, étnicos, raciais, sociais, econômicos. Deste modo, diga sim ao preconceito responsável.

 

Referencias Bibliográficas

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CORETH, E. Questões fundamentais de hermenêutica. Trad. Carlos L. Matos. São Paulo: E.P.U., 1973.

CÔRTES, Norma. Descaminhos do método: Notas sobre história e tradição em Hans-Georg Gadamer. Revista Varia História. volume 22, n 36, julho/dezembro de 2006.

COSTA, C. C. Hans-Georg Gadamer: notas introdutórias à hermenêutica filosófica contemporânea. Fragmentos de cultura. v.14, n°5, 2004.

FLICKINGER, H-G. O fundamento ético da hermenêutica contemporânea. Veritas. v.48 nº2, 2003.

Da experiência da arte à hermenêutica filosófica. In: ALMEIDA, C. L; FLICKINGER, H-G; ROHDEN, L. Hermenêutica filosófica: nas trilhas de Hans-Georg Gadamer. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2000.

GADAMER, H-G. Verdade e método I: Traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. Trad. Flávio P. Meurer. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2005.

OLIVEIRA, M. A. de. Reviravolta lingüístico-pragmática na filosofia contemporânea. 2. ed. São Paulo: Loyola, 2001.

REALE, Giovani; ANTISERI, Dario. História da filosofia: De Nietzsche à Escola de Frankfurt. Trad. Ivo Storniolo. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2008.

GADAMER, H-G. Verdade e método I: Traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. Trad. Flávio P. Meurer. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2005.

 

2 N. CÔRTES. Fatos, fontes e frutos de uma tradição filosófica. Cronologia bibliográfica selecionada. Disponível em Artes do Tempo: <www.artesdotempo.hpg.com.br>.

3 N. CÔRTES. Fatos, fontes e frutos de uma tradição filosófica. Cronologia bibliográfica selecionada. Disponível em Artes do Tempo: <www.artesdotempo.hpg.com.br>. p. 07.

4 A demonstração do vínculo (mas guardião da distância) entre sujeito e objeto do conhecimento, o método científico não foi somente uma fórmula eficaz que a modernidade encontrou para afrontar o ceticismo assegurando indubitabilidade aos nossos juízos. No limite, sua assertividade repousa sobre um insulamento da consciência que, ao encapsular a subjetividade num hipotético reino de pureza e controle procedimental, também promoveu um divórcio da realidade. N. CÔRTES. Fatos, fontes e frutos de uma tradição filosófica. Cronologia bibliográfica selecionada. Disponível em Artes do Tempo: <www.artesdotempo.hpg.com.br>. p. 08.

5 N. CÔRTES. Fatos, fontes e frutos de uma tradição filosófica. Cronologia bibliográfica selecionada. Disponível em Artes do Tempo: <www.artesdotempo.hpg.com.br>. p. 09.

6 GADAMER, H-G. Verdade e método I: Traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. Trad. Flávio P. Meurer. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2005. p. 132 e 133.

7 REALE, Giovani; ANTISERI, Dario. História da filosofia: De Nietzsche à Escola de Frankfurt. Trad. Ivo Storniolo. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2008. p. 260.

8 É importante dizer que traduziremos Aufklärung por Iluminismo, entretanto, utilizaremos os dois termos durante o texto.

9 GADAMER, H-G. Verdade e método I: Traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. Trad. Flávio P. Meurer. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2005. p. 360.

10 GADAMER, H-G. Verdade e método I: Traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. Trad. Flávio P. Meurer. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2005. p. 361.

11 GADAMER, H-G. Verdade e método I: Traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. Trad. Flávio P. Meurer. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2005. p. 361.

12 REALE, Giovani; ANTISERI, Dario. História da filosofia: De Nietzsche à Escola de Frankfurt. Trad. Ivo Storniolo. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2008. p. 260.

13 GADAMER, H-G. Verdade e método I: Traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. Trad. Flávio P. Meurer. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2005. p. 362.

14 GADAMER, H-G. Verdade e método I: Traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. Trad. Flávio P. Meurer. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2005. p. 362.

15 GADAMER, H-G. Verdade e método I: Traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. Trad. Flávio P. Meurer. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2005. p. 32.

16 GADAMER, H-G. Verdade e método I: Traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. Trad. Flávio P. Meurer. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2005. p. 368.

17BRESOLIN, Keberson. Gadamer e a reabilitação dos preconceitos. Disponível em: <revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/intuitio/article/…/3297>. Acesso em 20 de fevereiro de 2012. p.70.

18 OLIVEIRA, M. A. de. Reviravolta lingüístico-pragmática na filosofia contemporânea. 2. ed. São Paulo: Loyola, 2001. P. 229.

19 BRESOLIN, Keberson. Gadamer e a reabilitação dos preconceitos. Disponível em: <revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/intuitio/article/…/3297>. Acesso em 20 de fevereiro de 2012. p. 70.

20 GADAMER, H-G. Verdade e método I: Traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. Trad. Flávio P. Meurer. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2005. p. 60.

21 OLIVEIRA, M. A. de. Reviravolta lingüístico-pragmática na filosofia contemporânea. 2. ed. São Paulo: Loyola, 2001. P. 225.

22 BRESOLIN, Keberson. Gadamer e a reabilitação dos preconceitos. Disponível em: <revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/intuitio/article/…/3297>. Acesso em 20 de fevereiro de 2012. p.70.

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