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Diritto.it

ISSN 1127-8579

Pubblicato dal 18/11/2010

All'indirizzo http://www.diritto.it/docs/30515-reflex-es-bio-ticas-a-partir-da-t-cnica-e-do-mito-da-liberdade-em-jacques-ellul?page=4.

Autori: Lillian Ponchio Silva, Talita Tatiana Dias Rampin, João Bosco Penna

Reflexões bioéticas a partir da técnica e do mito da liberdade em jacques ellul

Reflexões bioéticas a partir da técnica e do mito da liberdade em jacques ellul

Pubblicato in Diritto brasiliano il 18/11/2010

Autori

46971 Lillian Ponchio Silva
46870 Talita Tatiana Dias Rampin
46972 João Bosco Penna
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do homem.
Portanto, é uma série de fenômenos cega, dotada de natureza e força próprias (ELLUL, 1968, p. 100). A técnica, conforme seu desenvolvimento autônomo, despreza o homem, não o considera como fim.
A técnica busca preservar uma aparência de liberdade e de escolha. É um mito. Na verdade, o homem participa da técnica, mas participa como se fosse uma coisa (ELLUL, 1968, p. 221). É a coisificação do homem.
A aplicação dos princípios tradicionais da Bioética, pretensamente universais, de forma acrítica, acaba por coisificar o homem. É técnica de submissão do homem. É viver numa sociedade técnica, com uma fachada estética e moral (BLANK, 2009, p.39).
Na verdade, ao analisar as definições de Bioética, constata-se que a disciplina possui, em sua essência, a finalidade de proteger o ser humano. Noutro giro, a técnica, ao contrário, não pode ser entendida como um fim em si mesmo, mas sim como um instrumento para auxiliar na resolução das necessidades do homem
Assim, a Bioética começa a mudar no momento em que as suas águas - que até então estavam estancadas – passaram a ganhar força e a procurar novos caminhos, percursos até então inexplorados pela disciplina, ou seja, formando uma onda reflexiva abrangendo novos temas.
É nesse ponto que cabe a brilhante crítica de Daury Cesar Fabriz (2003,
p.111) ao demonstrar que no âmbito de pesquisas ou aplicação de novas tecnologias que envolvam populações, o princípio da autonomia deve ser atentamente observado, pois quando a comunidade deixa-se submeter a determinados testes, para que se efetue uma determinada pesquisa ou um estudo, ela deve necessariamente ser informada, de modo adequado, sobre todos os riscos que pode vir a sofrer. Com efeito, o referido autor esclarece que não se é livre quando se ignora e não se tem autonomia quando não se tem liberdade.
Portanto, apenas uma releitura críticas desses princípios pretensamente universais, levando em consideração a totalidade dos fatores históricos, sociais, econômicos, políticos e culturais envolvidos, será capaz de proporcionar uma compreensão adequada, pois estão condicionados pela base material da sociedade. Convém destacar que a onda reflexiva da Bioética utiliza como fundamento um olhar crítico frente a todas as formas
formas de opressão e de desigualdades sociais.
É inquestionável o fato de que foi apenas no início dos anos 1990, que críticas à universalidade desses princípios começaram a ser feitas, considerando os diversos contextos sociais e culturais existentes em um mundo globalizado.
Assim, a Bioética, que até então estava enclausurada, limitada por aquela redoma de vidro, somente preocupada com os problemas individuais, passou a debater sobre os conflitos coletivos.
A onda reflexiva da Bioética, também chamada de vertente crítica, ao analisar cada um dos princípios já citados, mergulhando nas profundidades, observou que diante de uma realidade social injusta e, por isso mesmo, explosivamente conflituosa, como é o caso do Brasil, a simples adoção de princípios universais, sem o enfrentamento do contexto no qual serão aplicados, é escancaradamente inadequada.
É de clareza solar o seguinte exemplo: o princípio da beneficência implica em fazer o bem. Todavia, o que é fazer o bem em países como o Brasil, ou seja, em que a maioria das pessoas não tem acesso nem mesmo à saúde básica, o que dizer, então, das tecnologias de ponta?
Constatou-se que a vulnerabilização de grupos sociais não ocorreu por questões fisiológicas, mas sim por questões sociais. Por isso é que se parte da premissa de que não lugar para a neutralidade. Logo, a incorporação da vertente crítica às questões bioéticas fez com que situações e abordagens tradicionalmente silenciadas, isto é, as questões persistentes da Bioética, fossem postas na pauta de discussões.
Com efeito, essa onda questionadora, constatou que os quatro princípios da bioética tradicional não contemplam as diferenças de gênero, raça e classe. Na verdade, não são necessários, nesse diapasão, os princípios universais, mas sim princípios compensatórios da vulnerabilidade social.
Na verdade, ao deixar tudo como está, de maneira acrítica, há a
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